Neste artigo, falaremos brevemente sobre o termo Multipotenciais e por que razão tem sido empregado atualmente como objeto de estudo ao invés de meramente oposição ou justificativa a falta de foco.

Segundo Tamara Fisher, em 11 de agosto de 2010, é um termo educacional e psicológico que faz referência à habilidade e preferência de uma pessoa, particularmente com forte curiosidade intelectual e ou artística, em alcançar sucesso em duas ou mais áreas.

Também pode se referir ao indivíduo com interesses variados, que passeiam por diversas aéreas ou campos, ao invés de focar em apenas um interesse ou aérea de atuação.
Características essas que são chamadas de multipotencialidades, enquanto o termo “multipotenciais” foi sugerido como um nome para aqueles que possuem essa característica principal. Ao contrário, aqueles cujo interesse está apenas focado em um único campo, são chamados de “especialistas”.
Um primeiro movimento do registro do termo vem de pesquisas relevantes na aérea da superdotação.
Em 1972, R.H. Fredrickson et al. definiu uma pessoa multipotencial como alguém que, “quando inserido em ambientes apropriados, pode selecionar e desenvolver uma série de competências em alto nível”.
Em 1990, Barbara Kerr, no periódico Career Planning for Gifted and Talented Youth, definiu multipotencialidade, como sendo a capacidade de selecionar e desenvolver qualquer número de opções de carreira por causa de uma grande variedade de interesses, aptidões e habilidades (Frederickson & Rothney, 1972). A ampla gama de oportunidades disponíveis tende a aumentar a complexidade da tomada de decisões e a definição de metas, e pode atrasar a seleção da carreira. A multipotencialidade é uma constante preocupação dos alunos com QI moderadamente elevados (120-140), aqueles que são academicamente talentosos e aqueles que têm duas ou mais habilidades, mas muito diferentes, como a virtuosidade do violino a precocidade da matemática.

Em 1999, a “multipotencialidade” aparece na tese de doutorado de Laurie Diane Shute, que foi intitulada “Uma investigação de multipotencialidade entre estudantes de honras universitárias”.
Em 2010, a multipotencialidade aparece novamente no artigo de Tamara Fisher na semana da Educação. Sua definição: “Multipotencialidade é o estado de ter muitos talentos excepcionais, qualquer um ou mais dos quais poderia ser uma ótima carreira para essa pessoa.”

Em 2010, Emilie Wapnick cunhou o termo “multipotencial” para definir o profissional (em inglês, multipotentialite), talvez para estabelecer uma identidade compartilhada entre a comunidade. Ela define dessa forma: “Um multipotencial é uma pessoa que tem muitos interesses diferentes e atividades criativas na vida.
Os Multipotenciais não têm um único foco como os especialistas. Ser um multipotencial é destino. Existem muitos caminhos e segue-se todos eles, ao mesmo tempo, ou um depois do outro.
Multipotenciais avançam quando aprendem a explorar e dominar novas habilidades. Chegam à excelência por reunir ideias diferentes de maneiras criativas. Isso os faz inovadores incríveis e solucionadores de crises.
Em se tratado de novos interesses, tende-se a serem destemidos em entendê-los e absorvê-los o mais rápido, passando assim a obter novas habilidades e serem detentores das mais ricas informações. O multipotencial não apenas conhece um tema, pois não se trata de curiosidade apenas, faz-se necessário um aprofundamento. Na maioria das vezes ele está acima da média.

Embora o termo “multipotencialidade” seja freqüentemente usado de forma intercambiável com “polímata” ou “Pessoa Renascentista”, os termos não são idênticos. Você não precisa ser um expert em um campo específico para ser um multipotencial.

Faz-se uma distinção clara entre multipotencialidade e polímatas. Multipotencialidade refere-se simplesmente ao potencial de uma pessoa em vários campos, devido aos seus diversos interesses e tentativas, mesmo considerando a necessidade de estar acima da média. Polímatas, por outro lado, são distinguidos pelo seu domínio e experiência em vários campos. Nesse sentido, multipotenciais podem ser vistos como potenciais polímatas.
Outros termos utilizados para se referir a multipotenciais são os “scanners”, “slashers”, “generalistas”, entre outros.

Há de se avaliar o jargão clássico de que quem não tem foco não se desenvolve, pois nos trechos desse artigo, foram lidas algumas informações extremamente relevantes sobre o tema. Para receber mais insights, nos sigam nas redes sociais.